sexta-feira, 4 de abril de 2008

O velho trovador e o contador de histórias


Outro que teve a feliz oportunidade de realizar o sonho de ver o velho trovador, ao vivo e em pessoa, foi meu amigo Diego Quadros, de Porto Alegre-RS, um sujeito da melhor qualidade e exímio contador de histórias. Eis aqui seu relato emocionado, sobre o show de Bob Dylan em Buenos Aires, Argentina:

Antes do show

Há um ano atrás, mais ou menos, eu tinha dois sonhos. Um eu considerava irrealizável; o outro seria apenas uma questão de tempo. Ver Bob Dylan ao vivo e em cores, pessoalmente, frente a frente, para mim estava fora de questão – seria impossível. Não acreditava que uma eventual volta ao Brasil ocorresse antes de sua aposentadoria ou quem sabe até de sua morte. Conhecer Buenos Aires parecia um plano muito mais próximo e passível de ser concretizado – e outra: era algo que dependia somente de mim.

Porém, mesmo quando se confirmou que a Never Ending Tour passaria por terras sul-americanas, a idéia de unir os dois sonhos num só, algo digno de uma aventura extraída de uma canção dylanesca, parecia bem distante. Questões financeiras, profissionais, emocionais, psicológicas, entre outras, estavam em jogo. Me mandar pra outro país, assim, na cara e na coragem, no peitaço, sem tempo de planejar de forma segura uma viagem de tal porte... e, ainda por cima, sozinho! Imaginem, não era coisa para se decidir do dia pra noite.

Um dos fatores que pesou bastante na minha conclusão de que esta seria uma oportunidade imperdível foi ter assistido ao filme I’m Not There. Em especial, a parte sobre o gurizinho negro chamado Woody Guthrie que cruzava os EUA em vagões de trem. Talvez ter lido a biografia de Sounes sobre Dylan também tenha surtido seu efeito em mim. Boa parte do que eu admiro no passado do trovador de Minnesota é justamente o que acabou lhe tornando uma espécie de cidadão do mundo: a coragem de se tocar por aí desde muito jovem, sem saber o que encontraria no meio do caminho e não tendo uma idéia muito clara de para onde iria, mas com a firme convicção de que precisava estar lá.

Percebi que comigo ocorreria algo parecido - embora em menor escala, naturalmente. Na verdade, a viagem a Buenos Aires para assistir ao show de Bob Dylan foi, antes de mais nada, uma viagem de estréias, de acontecimentos até então inéditos: minha primeira jornada internacional, minha primeira vez andando de avião (perdi o ônibus que me traria de volta devido a uma farra com uns chilenos...), a primeira vez em que encontraria uma amiga do Orkut (a indescritível Ana Luiza) e assim por diante... mas confesso que também não me senti tão estrangeiro por lá, não...

Já na ida, durante os muitos quilômetros que o ônibus ia percorrendo por estradas brasileiras e argentinas, eu tive a oportunidade de trocar algumas palavras com uns companheiros de Porto Alegre que viajavam pelo mesmo motivo. Na verdade, só falamos sobre o show quando estávamos chegando na rodoviária de Buenos Aires... perguntei se eles iam ao show, daí contei que estava lá mas nem sequer ingresso eu tinha, ao que eles muito se admiraram.... algo como: “Putz, cara! Veio pra cá sem nem ter a garantia de que vai no show? Tu é louco?”

A saga de conseguir o ingresso, aliás, a partir do momento em que pisei em solo porteño, foi uma Odisséia tão digna de nota quanto o foi a volta pro hotel no pós-show. Vou resumir descrevendo que uma série de desencontros com a Ana Luiza – que se encarregara de comprar minha entrada um dia antes da minha chegada por lá - acabou resultando numa correria da nossa parte entre os pontos de venda (cujos ingressos já estavam esgotados) e incessantes tentativas de ligar para a Top Show a fim de saber se ainda restavam bilhetes disponíveis para a área VIP. Conclusão: 21 horas de sábado, faltando menos de meia hora para o início do concerto, e nós ainda estávamos na fila da bilheteria.

Entrando no estádio do Vélez, após uma pausa para a Ana Luiza comprar uns souvenires do evento, fomos para as cadeirinhas da área VIP. Havia uma espécie de Dylan argentino por lá (com o perdão da comparação inconveniente) fazendo o seu número, e tamanha foi a minha surpresa quando ele chamou ao palco para uma apresentação final uma figura hermana a quem admiro muito: o grande e controvertido roqueiro Charly Garcia. Eles tocaram aos violões duas canções muito bonitas e ainda Garcia teve a oportunidade de gracejar em castelhano algo que eu entendi como sendo: “Tudo por Bobby!”

Atrás de mim, a torre de som e a cerca que separava o lugar de onde eu estava da platéia geral. Frontalmente, a uns trinta ou quarenta metros, o palco (sim, não fiquei muito próximo do mesmo, embora tivesse uma visão relativamente decente dos artistas). Acima, um céu repleto de estrelas. Ao redor, as arquibancadas do estádio, que se enchiam cada vez mais de fãs e apreciadores... ficava claro que a noite seria memorável!

E foi!

Faço um interlúdio aqui para destacar um ponto (o único, na real) que considero negativo: a proibição da venda de cervejas no evento. Putz, assistir ao Bob Dylan detonando com sua banda sem poder ingerir uma gota sequer desse néctar dos deuses era sacrilégio dos mais atrevidos. Enquanto reclamava disso para a Luiza, um camarada que estava sentado ao meu lado interveio com a pergunta: “Cara, vocês são brasileiros?” Respondi que sim e devolvi questionando de onde ele era. “Sou de Porto Alegre!” E eu vibrando: “Bah, que afudê, véio! Eu também!” A minha parceira de aventuras disse que era de São Paulo e ainda resolveu acrescentar, com seu humor inglês: “Pronto, se acharam agora!” Estava tudo muito descontraído e agradável.


Passados alguns minutos, a Luiza voltou para o seu assento (ela estava algumas fileiras a frente da minha), meu conterrâneo foi comprar um refrigerante e eu resolvi acender um cigarro para refletir sobre a importância do momento. A ficha ainda não tinha caído por completo... e então as luzes se apagaram! A argentinada foi à loucura – principalmente os que estavam na platéia geral, entre campo e arquibancada, os quais se tratavam de fãs mesmo, coisa que eu não acreditava haver muito na área VIP... Um mestre de cerimônias no alto-falante começou uma introdução em inglês, algo como “Poet Laureate of Rock” e tal, até culminar no: “Ladies and gentlemen: Bob Dylan!” E aí mais um capítulo na história de todos que estavam naquele estádio, entre artistas, membros da equipe técnica, organizadores e fãs, começou a ser escrito.

Durante o show

Bob Dylan e sua banda entraram com tudo, descendo a lenha numa versão de Rainy Day Women #12 & 35 que – por alguma razão – me lembrou em muito a pegada blueseira furiosa de Elmore James. Muitos se levantaram da suas cadeirinhas e começaram a andar em direção ao palco, inclusive eu, mas o pessoal da organização estava impondo uma disciplina rígida, e logo tivemos que voltar para nossos assentos de origem. Sem problemas! As sacudidas bruscas com a cabeça e as batidas fortes com os pés no chão revelavam o grau de nossa empolgação.

Cabe dizer aqui o quanto é importante para um fã ver Dylan empunhando uma guitarra elétrica hoje em dia, por duas ou três canções que o seja... é algo que fica impresso de forma muito clara no espírito. É uma imagem fortíssima! Sintomática! É o velho Dylan em ação! É Robert Allen Zimermann, Elston Gunn, o par de Joan Baez, o palhaço de cara pintada do circo itinerante Rolling Thunder Revue, o Dylan raivoso que vociferava ao lado da The Band no excelente Before The Flood, era todas as faces de Bob Dylan em um homem só...

Estava pensando nisso quando aconteceu o segundo fato da noite para mim em termos de relevância: a execução de Lay Lady Lay. Essa, como sua antecessora, deu para reconhecer logo de cara, pois estava com arranjo igual ao da versão de estúdio. Em menos de um minuto meus olhos se encheram de lágrimas. Acho que foi aí que me dei conta de que um sonho que até bem pouco tempo eu considerava ser impossível de acontecer estava se tornando realidade: era ele que estava ali, logo mais a frente... Não cheguei ao ponto de chorar, embora muito desejasse que isso ocorresse... de qualquer forma, a visão ficou turva por um bom tempo devido a água que tomava conta dos globos oculares. Estávamos recém na segunda música do set list e eu já me encontrava profundamente comovido com toda aquela situação que beirava o surreal.

A partir daí, foi uma seqüência devastadora de músicas, entre grandes sucessos da carreira e canções dos discos mais recentes. Belos álbuns estavam sendo lembrados por lá: Blonde on Blonde, John Wesley Harding, Highway 61 Revisited, Nashville Skyline, The Freewheelin’ Bob Dylan, Love and Theft, Modern Times. Este último, aliás, eu conheci exatamente nesse show: baixei Modern Times da internet no exato dia de seu lançamento, mas até a noite de 15 de março de 2008, acreditem ou não, eu nunca o havia escutado. E gostei - pelo menos das músicas tocadas nessa ocasião - bastante.

Outra coisa digna de se mencionar é sobre a voz do bardo: tenho lido comentários que preferem salientar a degradação e a falta de qualidade técnica de suas cordas vocais – como fizeram durante toda sua carreira, na verdade. Pra mim isso é bobagem! Ao vivo, ela continua expressiva e penetrante, capaz de se infiltrar em cada poro da pele e irromper de um ouvido ao outro. É fato notório que o Dylan de sessenta e seis anos não é o mesmo que o de vinte. Mas, considerando os efeitos que a idade produz no ser-humano, o velho continua esbanjando energia sonora. E, particularmente, essa voz “degradada” sempre me soou bem. É algo que é só dele, ninguém mais tem igual, é uma peculiaridade, uma marca registrada. São coisas como essa que contribuem para fazer dele o que é hoje: um mito, uma lenda.

A mesma lenda que presenteou seu público com o que talvez tenha sido a maior surpresa da noite: Just Like A Woman. Tentar advinhar as canções que o cara toca em seus shows no primeiro minuto é tarefa árdua para alguns fãs. Eu já não tive tanta dificuldade. Com exceção das músicas dos dois últimos discos, que eu ainda não tinha ouvido, não me foi problema identificar qualquer das canções do concerto que me eram familiares. E Just Like A Woman está nesse time. Embora a banda tenha tocado a introdução de forma um tanto diferente da original, nos primeiros dez segundos eu já sabia se tratar desse baita sucesso. A Ana Luiza me contou que tinha sido pra ela, que era uma das suas favoritas e tal, e que seria um sonho se ele a tocasse. Então, mais um sonho realizado. E a cada vez que a célebre frase de violão após o refrão era reproduzida, meu conterrâneo e eu nos olhávamos e repetíamos: “Que afudê, cara! Que do caralho!”

A propósito, outra situação inusitada deu-se quando lá pelo meio do show, durante uma música que não me recordo qual foi, o público da arquibancada começou a marcar o compasso com palmas. Meu conterrâneo e eu tentamos puxar o gesto ali pela área VIP, mas não obtivemos muito sucesso: apenas mais alguns nos seguiram nesse ato. De qualquer forma, fomos acompanhando o pessoal da platéia geral por uns dois ou três minutos, conduzindo o ritmo com palmas juntinho ao som da bateria, até que elas foram se apagando gradualmente. Meu conterrâneo comentou: “É, morreu!” E eu disse algo do tipo: “Ah, área VIP é foda!” Então ele me encarou e fez uma observação que, apesar de simples, achei profundamente conveniente à situação: “Bem, foi um belo momento!”

Depois de uma hora e meia, creio eu, veio o instante certamente mais aguardado pela absoluta maioria dos espectadores. Tudo me pareceu ocorrer rápido demais. Meu conterrâneo soltou um “Bah, será que é?” rico em empolgação. Respondi que achava parecida, mas que não podia ser, ainda estávamos na metade do show. Mas a verdade, meus amigos, era que já estávamos no final da apresentação, isso sim. É impressionante como momentos que apreciamos muito atravessam o tempo numa velocidade frenética. Sim, camaradas, no fundo era ela mesma: Like A Rolling Stone! E então todos ficaram de pé. Absolutamente todos. E não havia segurança capaz de fazer com que sentássemos. Nem na ala VIP, nem no campo, nem nas arquibancadas, nem no raio que o parta... estavam todos dançando... estavam todos gritando... alguns uivavam, outros assobiavam... enfim, as dezenas de milhares de pessoas que se encontravam dentro daquele estádio estavam na mais pura sintonia com os artistas.

E em seguida a banda partiu!

É claro que muitos sabiam que eles retornariam para o bis. Meu conterrâneo observou: “É impressionante! Ele não fala um ‘ai’, vai dizer?” E eu: “Aham, ele entra mudo e sai calado, mas é isso que eu gosto nele! Não tem que ficar puxando o saco do público! Ele não precisa disso!” E então meu camarada: “Também, mais do que ele já diz nas suas músicas...” Passados alguns minutos, para o delírio geral, Bob Dylan e seu grupo voltaram, dirigiram-se aos seus instrumentos e mandaram ver novamente.

De Like A Rolling Stone em diante ninguém mais se sentou. Ninguém mais ficou parado. Stuck Inside Of Mobile With The Memphis Blues Again serviu de preparativo perfeito para o que deveria (sim, isso mesmo: “deveria”) ser a última canção da noite: All Along The Watchtower. Pancadaria sonora! Dylan foi folk! Dylan foi blues! E Dylan foi rock! Ao meu redor, adolescentes, velhos e pessoas de meia-idade sacudiam seus corpos como se estivessem assistindo a um show do Iron Maiden, por exemplo. Depois de baixar o cacete nos instrumentos, entre aplausos e ovações, a banda foi para a frente do palco e se abraçou, agradecendo aos presentes. Bob mencionou algumas palavras, inclusive o esperado “Thank you, friends!” e deu a impressão de que esta seria a última coisa que ouviríamos dele. Mas algo estranho na atmosfera do estádio fez com que nós acreditássemos no contrário.

E eis que surge outra grande surpresa!

Meu conterrâneo repetia incessantemente: “Acho que rola mais uma, hein? Acho que rola mais uma!” E, apesar de saber que no Brasil Dylan tocara somente dezessete músicas, sendo duas no bis, eu também pensava igual: “Também acho, velho! Ele me parece emocionado! Acho que ele se emocionou! Acho que rola mais uma sim!” E rolou! Os integrantes da banda reassumiram suas posições e Blowin’ In The Wind despontou imponente pelos amplificadores. Porra, essa era a mesma canção que há quarenta e tantos anos atrás ajudava a projetar aquele que definiria e mudaria o rumo da música pop. Talvez uma de suas músicas mais simples. E também uma das mais belas.

E enquanto Bob Dylan costurava seu conhecido “the answer my friend is blowin’ in the wind” aconteceu o que pra mim foi o momento mais significativo da noite, superando a catarse que tive em Lay Lady Lay: um facho de luz acima da minha cabeça, um pouco à esquerda, me chamou a atenção. Era uma estrela cadente, caralho! Pensem na simbologia que esse troço representou pra mim na hora: a última música do show, que ninguém – nem mesmo os mais otimistas – seria capaz de esperar há minutos atrás, e um rastro de fogo me rasga o céu, como que anunciando que ali estava terminando um desses eventos que só ocorrem a cada trezentos ou quatrocentos anos, algo como a passagem do cometa Halley ou coisa que o valha… Pensei nitidamente: “Puta que pariu, nessa ninguém vai acreditar!” E acho muito difícil que vocês acreditem mesmo… provavelmente eu também não engoliria essa história, caso me contassem… mas que se foda! O fato é que eu testemunhei um fenômeno natural durante a música derradeira de um show de Bob Dylan a céu aberto. É uma cena que está bem viva na minha memória e que ninguém será capaz de me tirar.

Um gran finale!

Digno de um artista de tal porte... digno de alguém com uma carreira tão rica!

Depois do show

Terminado o concerto, Ana Luiza e eu nos despedimos do meu conterrâneo – não sem antes brincarmos de que poderíamos tentar roubar o Oscar de cima do amplificador – e partimos rumo ao que seria a Odisséia de volta. Perdemos pelo menos duas horas e meia em tentativas frustradas de encontrar táxi para nos levar de volta ao Centro (o estádio do Vélez fica bem no limite da capital, quase na província). Poucos veículos estavam vazios, e estes nem sequer se davam ao trabalho de parar, sabe-se lá por quê. Encontramos outros dois porto-alegrenses com o mesmo problema e resolvemos tentar enfrentar a situação juntos. Dito assim até parece comédia pastelão, mas na hora foi foda! Depois de um tempão sem conseguir um meio para voltar, a sensação de desamparo e desespero começava a tomar conta da gente. Quando um taxista resolveu parar, vibramos como torcedores num gol do Boca Juniors. Mas acontece que o filho-da-puta parou no meio do caminho com a desculpa de que o pneu estava murcho e nos deixou por lá mesmo...

Porém no final tudo deu certo. Passei boa parte do percurso apresentando a mim mesmo minhas considerações acerca do que é, atualmente, assistir a um show do Bob Dylan. Concluí que apresentava sentimentos opostos. Parte do meu pensar estava contente com o fato de que o velho tocasse num estádio que, embora não estivesse com lotação esgotada, ainda assim contava com algumas boas dezenas de milhares de pessoas, coisa mais do que merecida por ele. Por outro lado, também considerei que a banda – excelente, acrescente-se –, do jeito como está formada, é perfeita para tocar em clubes pequenos, coisa como nos filmes norte-americanos na linha de The Blues Brothers (Os Irmãos Cara-de-Pau). A referência expressa pelo figurino do conjunto, inclusive, talvez não seja mera coincidência.

O show teve uma forte influência do blues. Os instrumentistas são todos excelentes, e a cada solo de algum deles (ou mesmo do velho Bob), eu olhava para um dos três telões pendurados na torre de som atrás de mim no intuito de perceber com maiores detalhes suas expressões faciais... eu queria estar ali, ao lado deles, compartilhando das mesmas emoções, do mesmo gosto pela arte musical. Por fim, creio que Dylan acabou envelhecendo com dignidade. Alguns artistas preferem agir como jovens durante seus espetáculos, o que talvez seja o caso dos Rolling Stones... outros, e Bob Dylan me parece seguir essa linha, preferem assumir a condição imposta pela idade, no entanto olhando sempre para frente, sabendo que o fim até que pode estar próximo, mas com a certeza de que, enquanto isso não acontecer, continuarão andando a passos firmes rumo ao desconhecido...

4 comentários:

Xochiquetzal disse...

Meus parabéns ao Diego, recente amigo em Dylan, pelo relato tocante de uma experiência que eu ainda não tive (e deixei de ter por falta de informação).

Feel the rain, man -- all the time!

Glad to have read this,

--X.

Daniel disse...

Puta que pariu. Que relato lindo. Quase chorei com esse texto!

Diego Quadros disse...

"Havia uma espécie de Dylan argentino por lá (com o perdão da comparação inconveniente) fazendo o seu número, e tamanha foi a minha surpresa quando ele chamou ao palco para uma apresentação final uma figura hermana a quem admiro muito: o grande e controvertido roqueiro Charly Garcia."

Apenas pra fazer justiça... um tanto tardia, mas ainda assim justiça: o "Dylan argentino" da ocasião era ninguém menos que León Gieco, grande cantautor argentino... quisera eu na época ter mais conhecimento sobre os artistas do lado da lá do Rio da Prata...

Diego Quadros disse...
Este comentário foi removido pelo autor.